Eu creio. Mas, de outro jeito!

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

A orientação dos pais mudaram Jesus!

Há o seguinte comentário na postagem anterior de Thera Fajyn(*), que escreve os seguintes blogs: 1- Accio Cerebro 2- Bibliogando 3 - Aritmante


"É acho que não ia ser muito bom Jesus chegar à idade adulta como um delinquente infanto-juvenil, como um assassino de criancinhas.

Não tenho conhecimento para dizer o que fariam dele de acordo com as regras judaicas.

Será que iriam matá-lo ou aplicar alguma espécie de punição pela morte? Ou os pais seriam punidos? Alguém que entenda da legislação judaica da época pode dar uma luz?"


Thera Fajyn, a situação fica assim explicada:

A nação judaica, sempre tiveram as leis antigas em grande estima;, apesar de que, a maior parte do Antigo Testamento são os profetas acusando-os de trangressão dessas leis.

Nesta época, a sociedade, ainda que dominada por outros governos, tinha certas liberdades de aplicar a "Lei de Moisés" ou a "Lei de Deus revelada por Moises", e esta lei declarava o seguinte:

22 Se o empurrar subitamente, sem inimizade, ou contra ele lançar algum instrumento sem intenção; 23 Ou, sobre ele deixar cair alguma pedra sem o ver, de que possa morrer, e ele morrer, sem que fosse seu inimigo nem procurasse o seu mal; 24 Então a congregação julgará entre aquele que feriu e o vingador do sangue, segundo estas leis.

25 E a congregação livrará o homicida da mão do vingador do sangue, e a congregação o fará voltar à cidade do seu refúgio, onde se tinha acolhido; e ali ficará até à morte do sumo sacerdote, a quem ungiram com o santo óleo.

26 Porém, se de alguma maneira o homicida sair dos limites da cidade de refúgio, onde se tinha acolhido, 27 E o vingador do sangue o achar fora dos limites da cidade de seu refúgio, e o matar, não será culpado do sangue.


Por esta lei, observe que o jovem-infanto Jesus, mesmo com a acusação dos pais do morto, Ele teria, mediante a lei, meios de ser inocentado da culpa e acusação. Ainda que as outras crianças fugiram do local, e se fosse o caso, era só os intimar perante a congregação para testemunhar do fato ocorrido.

Explicado então, vamos ao texto de hoje.

De outra feita, Ele andava em meio ao povo e um rapaz que vinha correndo esbarrou em suas costas. Irritado, Jesus disse-lhe:

— Não prosseguirás teu caminho.

Imediatamente o rapaz caiu morto. Algumas pessoas que viram o que se passara, disseram:

— De onde terá vindo esse rapaz, pois todas as suas palavras tornam-se fatos consumados?

Os pais do defunto, chegando a José, interpelaram-no, dizendo:

— Com um filho como esse, de duas uma: ou não podes viver com o povo ou tens de acostumá-lo a abençoar e não a amaldiçoar, pois causa a morte aos nossos filhos.


Este texto é mais forte do que o anterior.

E descreve um Jesus, insolente, intolerante, prepotente e agressivo, e também, muito parecido com as divindades antigas, bem como, o Deus severo e necessitado de sacrificios de pacificação das antigas civilizações.

Se isto, de fato aconteceu, demonstra que Jesus mudou muito o pensamento e forma de agir até os trinta anos, época, em que Ele começa o ministério público de pregação do evangelho.

Se considerarmos a história como verdadeira, somos induzidos a acreditar que José e Maria souberam adestrar e educar Jesus a utilizar, direcionar o uso do poder inerente e também imanente a Ele, de forma a abençoar e modificar a vida das pessoas a sua volta e não amaldiçoa-las e mata-las como o Deus do Antigo Testamento.

Nos evangelhos canônicos, temos apenas um citação em que ele amaldiçoa uma árvore, e ela seca.

E se alguém perguntar se ele matou o jovem da história, a resposta é Não! Os pais teriam que provar que Ele atingiu o jovem com algum instrumento e causou-lhe a morte.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Ressuscitando testemunhas.

Há certas histórias nos textos apócrifos que penso ser muito fantasiosas e não passam mesmo de invenções e atribuições de fatos e eventos a Jesus. Entretanto, as relato para que possamos meditar e conhecer outros textos.

Esta história ou quem sabe lenda sobre Jesus, é um destes casos. Veja o relato abaixo:

"Dias depois, encontrava-se Jesus brincando num terraço. Um dos meninos que estavam com ele caiu do alto e morreu. Os outros, ao verem isso, foram-se embora e somente Jesus ficou. Pouco depois chegaram os pais do morto e puseram a culpa nele.

Disse-lhes Jesus:

— Não, não. Eu não o empurrei.

Apesar disso, eles o maltrataram. Jesus deu um salto de cima do terraço, vindo cair junto ao cadáver. Pôs-se a gritar bem alto:

— Zenon — assim se chamava o menino, — levanta-te e responda-me: fui eu quem te empurrou?

O morto levantou-se num instante e disse:

— Não, Senhor. Tu não me jogaste, porém me ressuscitaste.

Ao ver isso, todos os presentes ficaram consternados. Os pais do menino glorificaram a Deus por aquele maravilhoso feito e adoraram a Jesus."

Jesus mais uma vez dá uma clara manifestação de como usar o poder a disposição para o bem, e não para encobrir o erro, a falsificação.

Fico imaginando o que alguns de nosso tempo fariam se tivesse a sua disposição tal poder. Tenho certeza de que muitos ressuscitariam outros homens, outras mulheres para atender a seus mandados, além de aproveitar para tirar proveito do mesmo.

Ainda bem, que não há este tipo de poder aos humanos!!!

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Jesus, ocultando provas!

Nos muitos textos apócrifos, o que desagrada a religião do sistema é que estes textos apresentam um Jesus diferente, as vezes, até inconsequente. Leia o texto abaixo, e conclua voce mesmo.


"Esse Menino Jesus, que na época tinha cinco anos, encontrava-se um dia brincando no leito de um riacho, depois de haver chovido. Represando o correnteza em pequenas poças, tornava-as instantaneamente cristalinas, dominando-as somente com sua a palavra.

Fez depois uma massa mole com barro e com ela formou uma dúzia de passarinhos. Era um Sabbath e havia outros meninos brincando com ele. Um certo homem judeu, vendo o que Jesus acabara de fazer num dia de festa, foi correndo até seu pai, José, e contou-lhe tudo:

— Olha, teu filho está no riacho e juntando um pouco de barro fez uma dúzia de passarinhos, profanando com isso o dia do Sabbath.

José foi ter ao local e, ao vê-lo, ralhou com ele dizendo:

— Por que fazes no Sabbath o que não é permitido?

Jesus, batendo palmas, dirigiu-se às figurinhas, ordenando-lhes:

— Voai!



Este texto mostra um argumento muito antigo das escolas que se enfrentavam em questões doutrinárias, espirituais e até legalista.

A acusação de que Jesus estava mexendo no barro, era contrária a lei de certas escolas doutrinárias, porque fazer barro, é trabalho, e trabalhar no dia do Sabbath é pecado punivel de morte, mas, o acusador deveria provar.

Certas épocas, foi até proibido cuspir no chão. Porque o cuspe molhava a terra, e assim, estava implicito o trabalho de ter feito barro no dia do descanço.

No texto, quando Jesus, usa o poder para transformar o barro em pássaros, é o mesmo que dizer:

Jesus, destruiu todas a provas contra si.

Jesus conhecia todas as leis.

Conhecia seus direitos e seus deveres...

Pena que seus sectários dos dias atuais, não fazem o mesmo, de forma tão sublime, e sem nenhuma corrupção... uma pena mesmo!!!



sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Jesus e o pão com mortadela

O Vinicius do blog Morando Sozinho, perguntou se Jesus comia pão com mortadela, num comentário no texto anterior.

Pois bem!! Vamos ao texto.

Vinicius, nos diversos livro Apócrifos, não li, ou não me lembro de nenhuma citação ou texto que faça referencia ao que Jesus comia no seu dia-a-dia a não ser pão, e uns goles de vinho.

Porém, vamos fazer algumas observações quanto a alimentação de Jesus. Quando Jesus respondeu e tentou comparar a opinião pública daquele tempo, Ele disse que reclamavam dEle, e o criticava por que ele comia e bebia com as pessoas, e nas casas em que passava. Ele reclamou dizendo:

"Veio o Filho do homem, comendo e bebendo, e dizem: Eis aí um homem comilão e beberrão". Mateus 11:19

Na outra ocasião, a opinião pública criticava outro profeta que não comia nem bebia com nósoutros pecadores; este outro, diziam que era possuído por demônios.

Numa outra ocasião, Jesus e seus amigos, foram criticados por pegar no pão, e comer, sem lavar as mãos.

É evidente que é um hábito saudável, porém, os adversários dEle, querendo tira proveito da situação criticaram assim:

"Por que transgridem os teus discípulos a tradição dos anciãos? pois não lavam as mãos quando comem pão." Mateus 15:2

Eles deveriam ter ficado quietos. Mas, veja ai Vinicius, que já temos o pão na história, falta saber o que eles colocavam dentro, e se era mortadela, mas pão, Jesus e o povo da época já comiam.

A esta indagação Jesus responde assim (Versão: João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada)
"... Não compreendeis que tudo o que de fora entra no homem não o pode contaminar, porque não lhe entra no coração, mas no ventre, e sai para lugar escuso? E, assim, considerou ele puros todos os alimentos."

Olhe a elegancia de Jesus para dizer que o que você come, voce caga depois!!! E que assim, os alimentos não são responsáveis pelos comportamentos típicos da natureza humana.

Por outro lado, alguns sanitaristas, podem acusa-lo de desconhecer o valor da higiene, e dos cuidados que se deve ter com as mãos na hora da alimentação. Ainda bem que o Dr. Bactéria não viveu no tempo de Jesus.!!!

Respondendo a sua questão, vamos analisar a questão e respondê-la agora. "A Mortadela - é um tipo de salame feito de carne de vaca, porco e vitela e com gordura de porco e embutidas na bexiga de boi. A mais famosa mortadela vem da região de Bolonha na Itália. Os temperos usados são noz-moscada, pimenta em grão, toucinho e às vezes pistachios. Deve ser servida fria, fatiada bem fina."

Por estes ingredientes, Jesus comia pão, mas não utilizava a mortadela, a menos, que exista alguma mortadela sem os ingredientes em vermelho. Porque Jesus, como todo Hebreu/Judeu, não comem carne de porco, ou qualquer produto que contenham traços de carne suína.

Lamento. Jesus não comia pão com mortadela.!!!

domingo, 14 de outubro de 2007

blá blá e a cultura de Jesus

No texto que publiquei aqui, sob o título: Jesus nada humilde, recebi um comentário de um jovem chamado Auguto. O comentário dele foi apenas trés palavras: bla, bla, bla. O Augusto mantém o blog: Café, Insônia e Nenhuma Criatividade e resolvi baseado nestas três palavras esclarecer que

O termo utilizado bla, bla, bla por este colega de Blog, vem de um desprezo grego por outras línguas existentes. Quando eles - os gregos - não entendiam uma determinada língua, eles zombavam dizendo bar, bar, bar, donde surge a palavra bárbaro. Vou transcrever abaixo a etimologia da palavra encontrada no site: História da Palavras

barbaric - ou 'bárbaro' vem do grego barbaros, uma palavra onomatopéica para referir-se aos estrangeiros cujas línguas os gregos não entendiam e interpretavam como bar bar bar (semelhante a 'blá blá blá' em português).

Revela o preconceito lingüístico dos antigos gregos, os quais, apesar da grande contribuição deixada para a humanidade nas artes e nas ciências, negligenciaram totalmente o estudo de línguas e culturas diferentes da sua.

Posteriormente, a palavra passou a ser usada com a conotação de 'rude, incivilizado', e é com esse significado que acabou sendo transmitida para as línguas modernas.(Ricardo Schütz)

Mas, não é o caso de Jesus. Segundo apurações nos evangelhos, ditos e aceitos como canônicos, Jesus falava pelo menos os seguintes tipos de línguas:

  • Grego, com o qual se comunicava com as autoridades religiosas;
  • Aramaico, com o qual se comunicava com a população em geral;
  • Hebraico, pois, se todo o Antigo Testamento (AT) fora escrito quase que na totalidade nesta língua e Jesus lia os rolos antigos, ele lia sim Hebraico.

Para quem pensa que Jesus é um DEUS, pode simplificar dizendo: Jesus fala todas as línguas. Mas, não é nosso objetivo aqui destacar isto, mas Jesus, não fez à semelhança dos gregos; Ele conhecia outras línguas, inclusive, a língua daqueles que zombava dos outros.

No evangelho apócrifo de Tomé temos a seguinte história sobre um professor que desejou ensinar as letras a Jesus:

Disse-lhe todas as letras com grande esmero e clareza, desde Alfa até Ômega. Jesus, porém, fixou seus olhos no rabino Zaqueu e indagou-lhe: — Como te atreves a explicar Beta aos outros, se tu mesmo ignoras a natureza do Alfa? Hipócrita! Explica primeiro a letra A, se é que sabes, e depois acreditaremos em tudo o que disseres com relação a B.

Por outro lado, nos evagelho ditos e aceitos como canônicos lemos o seguinte sobre Jesus e cultura da leitura e escrita:

  1. Dirigiu-se a Nazaré, onde se havia criado. Entrou na sinagoga em dia de sábado, segundo o seu costume, e levantou-se para ler. Foi-lhe dado o livro do profeta Isaías. Desenrolando o livro, escolheu a passagem onde está escrito (61,1s.): O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu; e enviou-me para anunciar a boa nova aos pobres, para sarar os contritos de coração, para anunciar aos cativos a redenção, aos cegos a restauração da vista, para pôr em liberdade os cativos, para publicar o ano da graça do Senhor. E enrolando o livro, deu-o ao ministro e sentou-se; todos quantos estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. Lucas 4

  2. Isto diziam eles, tentando-o, para que tivessem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia com o dedo na terra. João 8

Pra finalizar a citação do Evangelho de Tome, a Infância de Jesus temos o seguinte:

José, percebendo que a inteligência do menino ia amadurecendo ao mesmo tempo que a idade, quis novamente impedir que ele permanecesse analfabeto, por isso levou-o até um outro professor e colocou-o a sua disposição. Disse o professor: — Ensinar-te-ei, em primeiro lugar as letras gregas, depois as hebraicas.

Porém, esta história, e este professor não termina nada bem... depois vos conto, se eu me esquecer de contar, lembrai-me!! Por fim... obrigado ao Augusto pela inspiração!!!!

sábado, 13 de outubro de 2007

A "Educação" de Jesus

Educação!!!! O que você entende por educação? O que vem a mente, quanto a este tema? São muitos os conceitos não é mesmo? Normalmente, e nos dias atuais, a educação tem sido culpada e também a solução de muitas mazelas sociais.

Jesus também recebeu educação. Esta educação que Ele recebeu foi pautada pelas pessoas que cuidaram dEle. E não devemos omitir ou pensar, que a contextualização social não o influenciou. Certamente o meio, a família, e muitos outros meios fizeram parte desta educação. E teria sido diferente se ele tivesse nascido noutra época. Mas, o apóstolo diz: "Mas quando veio a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, que nasceu de uma mulher e nasceu submetido a uma lei" Apostolo Paulo (Galatas 4:4)

Na história de José o Carpinteiro, Jesus diz o seguinte:

"Eu, da minha parte, desde que minha mãe trouxe-me a este mundo, estive sempre submisso a ele como um menino e fiz o que é natural entre os homens, exceto pecar."

- "Submisso a ele como um menino"

A frase assim colocada, dá-me a impresssão de que era tão somente um força superior fingindo-se ser um menino. Esta idéia, vai frontalmente contra a doutrina cristã atual, de que Ele era homem e Deus. Assim desta maneira, demonstra que ele, o Deus oculto, estava no controle da situação, e como Deus, pode nesta época infantil, ser como um menino, e teria sido qualquer outro se fosse-lhe exigido.

- "fiz o que é natural entre os homens"

Para os depravados, impuros e de mentes sexualizadas, esta frase diz que ele não foi abusado sexualmente por seu pai, irmãos ou colegas.


Além do quê, a idéia de que o sexo é pecado, reflete mais a mentalidade da igreja depois do primeiro século. Este texto é bem posterior ao que se tenha datado.

- Obediência aos pais.

O tratamento que Jesus dispensava aos seus pais carnais, eram típicos de sua época, e que ainda é muito utilizada nas comunidades mais "atrasadas" e afastadas dos grandes centros. Uma submissão, subordinação, e obediência irrestritas ás figuras dos pais.

Eu, disse Jesus, "Chamava Maria de minha mãe e José de meu pai. Obedecia-os em tudo o que me pediam, sem ter jamais me permitido replicar-lhes com uma palavra, mas sim mostrar-lhes sempre um grande carinho."

Parece-nos que os filhos deixarão de respeitar a seus progenitores. Jesus, diz que os chamava de Pai e Mãe, e também os obedeciam.

A frase "sem ter jamais me permitido replicar-lhes com uma palavra" é uma clara críticas aos filhos atuais, em que os pais são orientados a sempre manter o dialogo, conversar, usar a força do argumento.

Com isto em mente, posso, deduzir, que Ele, mesmo discordando da atitude deles, os obedecia. Filhos, não tem que entender as atitudes dos pais. Filhos tem que obedecer e serem submissos. A mente infanto-juvenil deles, não são aptas a entender e compreender as complexidade do dia-a-dia.

Há situações em que os pais devem deixar de serem diplomáticos para serem ditadores. Devem cortar qualquer tipo de argumento e usar os meios lícitos e necessários a obediência.

Há alguns relatos apócrifos que são fantasiosos a respeito de Jesus, mas, não significa que não os leremos e comentaremos aqui. Há por exemplo as histórias de uns professores, que abordaremons noutra ocasião.

- "mostrar-lhes sempre um grande carinho"

Mostrar carinho... as vezes tá cada vez mais díficil disso acontecer. Parte das crianças de hoje, estão cada vez mais afastando destes bons e velhos costumes. Os pais estão sempre sendo acusados de serem culpados pelos filhos fracassados lançados no mundo. Mas, será que os pais são culpados?

Como podem os pais serem culpados quando o sistema os oprimem também? Os pais são responsabilizados por tudo. Se a criança não estuda, é culpa dos pais. Se os pais, pagam tudo para os filhos, deixa-os mal-acostumados, e se tornarão viciados. Se não paga, são acusados de outras tantas barbaridades.

Os pais, estão sendo culpados por tudo que os filhos se tornam, menos, quando são bons... não isso, os pais não são nem lembrados... que injustiça!!!

Naquele tempo antigo os professores procuravam alunos para ensinar, e educar. No evangelho segunto Tomé, tem o seguinte pedido de um professor:

— Vejo que tens um filho sensato e inteligente. Confia-o a mim para que aprenda as letras. Eu, de minha parte, juntamente com elas, ensinar-lhe-ei toda espécie de sabedoria e a arte de saudar os mais velhos, de respeitá-los como superiores e pais e de amar seus semelhantes.

Alguns sentirão falta desse tempo em que os professores tinham tanta autoridade sobre os filhos quanto os pais. E toda autoridade, nos tempos passados, autoridades respeitáveis, justas e honestas tinham influência sobre os mais jovens. Hoje porém, não pode mais se assim, ou há alguém que pensa que pode???

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Jesus nada humilde

Por vezes o Jesus dos Apóscrifos se assemelha ao Peter Park no Homem Aranha 3, quando está utilizando o uniforme simbiotico. É um Jesus diferente. Tem mais audácia é mais ousado; é atrevido, intrepido, e nalguns casos ele chega a ser petulante e insolente. E algumas vezes nada humilde. Na morte de José por exemplo somos informados do seguinte:

"Quando eu disse amém, Maria, minha mãe, respondeu na língua falada pelos habitantes do céu. No mesmo instante Micael, Gabriel e anjos, em coro, vindos do céu, voaram sobre o corpo de meu pai José."

Não sei o que ela respondeu. Se foi só um simples AMÉM, ou se respondeu algo mais sobre a situação de José. Porém, José tinha uma assistência maravilhosa ao seu leito, a saber:

1 - Jesus; 2 - Maria; 3 - Micael; 4 - Gabriel; 5 - Anjos cantando, voando sobre ele. E tudo isto, porque era José o Pai carnal de Jesus. Ou seja, atitudes tipicas de um sistema paternalista. Tudo pra uns, e nada pra outros. Depende a quem você é associado.

Não é pra qualquer um isto não!! José era querido nas esferas superiores. Porque não se dão tanta evidencia a José? Porque só Maria é idolatrada e tem tanta enfase na igreja?

Outro detalhe a observar neste texto é Maria falar a língua dos anjos. Isto fica parecendo culto evangélico, onde uns ficam falando umas coisas lá, sem que ninguém entenda, e eles dizem que é o batismo do Espirito Santo. Em dois paragrafos abaixo Jesus diz o seguinte:

"A morte, cheia de medo, não ousava lançar-se sobre o corpo de meu pai para separá-lo da alma, pois seu olhar havia dado comigo, que estava sentado a sua cabeceira, com as mãos sobre suas têmporas."

1 - A morte Cheia de Medo;

A mairia de nós, ocidentais, encaramos a morte como algo, como um ser abstrato. Tempos antigos, a Morte era entendida, e encarada assim. Um ser real e não algo abstrato, impalpável.

2 - Separá-lo da Alma;

Há uma enorme discussão sobre o tema. Somos CORPO e ALMA, ou somos CORPO, ALMA e ESPIRITO? Esta última, a tricotomia, ou tripartidarismo é usada mais atualmente, sendo que desde o tempo dos antigos filosofos pré-socráticos: Tales de Mileto, Anaximandro de Mileto, Anaxímenes de Mileto, a dicotomia é melhor observada.

A Morte é enviada por Deus.

Faz uns 10 anos que conversei com um moribundo sobre a morte. Naquele dia, disse-lhe que a morte é uma benção enviada por Deus aos sofredores. No inicio ele foi contrário, mas, observando a sua própria situação foi obrigado a concordar comigo. Já imaginou, sofrer sempre! Neste texto apócrifo, Jesus declara:

"Quando me apercebi de que a morte tinha medo de entrar por minha causa, levantei-me, dirigi meus passos até o lado de fora da porta e encontrei-a só e amedrontada, em atitude de espera.

Eu lhe disse:

— Ó tu, que vens do Meio-dia, entra rapidamente e cumpre o que ordenou-te meu Pai.

E sem dúvidas, Jesus usou seu poder para privilegiar seu amado pai dizendo: "... guarda José como a menina dos teus olhos, posto que é meu pai segundo a carne ..."

Os motivos pelo cuidado e pelo tráfico de influência são 2 os motivos principais:

  1. Ele compartilhou a dor comigo, durante os anos da minha infância
  2. Ensinou-me como costumam fazer os pais para o proveito dos seus filhos.
Então, este negócio de influências, de apadrinhamento e outras regalias que vemos no mundo moderno não é nenhuma novidade, e não custa lembrar que um outro autor diz: "Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Não! Já foi nos séculos que foram antes de nós." ." Eclesiates 1:10

O nome da Morte e a data da morte de José

Jesus então revela como é o nome da morte dizendo-nos:

Então Abbadão entrou, tomou a alma de meu pai José e separou-a do corpo no mesmo instante em que o sol fazia sua aparição no horizonte, no dia 26 do mês de Epep, em paz.

Dorme em paz José!

José e Maria!

Maria, é venerada pelos católicos. Maria é "desconsiderada" pelos evangélicos.

Mariolatria, é como os evangélicos rotula quem adora Maria, ou seja: "É o culto ou a adoração a Maria estabelecidos pelo Catolicismo"

Maria já foi mais poderosa na igreja católica do que nos dias atuais. Já até existiu movimentos para se criar uma igreja separada para ela.


Mas, quem se lembra de José?

Mas, o que tem José de especial para ser lembrado? Vou recorrer ao testemunho do evangelho que assim diz no Evangelho segundo Mateus capítulo 1: 19 a 25

19. José, seu esposo, que era homem de bem, não querendo difamá-la, resolveu abandoná-la secretamente. 20. Enquanto assim pensava, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo. 21. Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo de seus pecados. 22. Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor falou pelo profeta: 23. Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho, que se chamará Emanuel (Is 7, 14), que significa: Deus conosco. 24. Despertando, José fez como o anjo do Senhor lhe havia mandado e recebeu em sua casa sua esposa. 25. E, sem que ele a tivesse conhecido, ela deu à luz o seu filho, que recebeu o nome de Jesus.

Particularmente, eu não sei se acreditaria num sonho dessa natureza. Eu iria pensar, mesmo sendo religioso, homem de bem, de boas intenções: SERÁ MESMO?

Segundo, UM LIVRO APÓCRIFO, (A história de José, o Carpinteiro) José era viúvo e "tinha quatro filhos homens e duas mulheres, cujos nomes eram: Judas, Josetos, Tiago e Simão. Suas filhas chamavam-se Lísia e Lídia."

Porém, a atitude de José, em aceitar ficar com Maria, não foi aceita por todos. Os adversários de Jesus, vez ou outra, mencionava o fato. No evangelho de João, no capítulo 8 lê-se as seguintes palavras, que é uma clara indicação de como utilizavam dessa informação contra Jesus, para o manchar e até envergonha-lo perante as pessoas:

- Retrucaram-lhe eles: Nós não somos filhos da fornicação; temos um só pai: Deus.

Veja que eles, os adversários, acusavam a mãe de Jesus de fornicação. Fornicação é o ato de manter relações sexuais de forma ilegítima.

Nos dias atuais: Adultério, deu um corno, uma pulada de cerca, uma chifradinha. Noutras palavras:

- Retrucaram eles: nós não somos filhos de uma puta, temos um só pai: Deus. Não somos filhos bastardo, e não temos um otário como pai.

Filhos bastardos, é a expressão que lemos noutras traduções e versões espalhadas por ai. Assim, José, sofreu ao longo deste período acusações veladas, públicas de que era um homem fraco, e que acreditou numa história fantasiosa, além disso, por ter feito assim, encobriu o erro da mulher pecadora, no caso, por esta atitude, encobrira o pecado de Maria.

O poeta pergunta: E agora José?

Bem, diz o livro apócrifo que José antes de morrer, momentos antes, declarou a Jesus o seguinte sobre este fato:

- Naquele dia em que suspeitas humanas se aninharam em meu coração, ao observar os sinais de gravidez da Virgem sem mácula e eu havia decidido abandoná-la.

Hoje, chamariamos este senhor de corno manso. E muitos de nós não acreditariamos num sonho desses. Abandonaria a dita-cuja, e faria de tudo que fosse possível, para manchar a reputação da dita descarada, além de ocultar qualquer menção a este sonho, para não ser rotulado de doido, idiota, e não ter que tomar "o faixa preta".

José, você foi corajoso, mas quase ninguém se lembra!!!

Propostas do "Jesus Apócrifo"

Este Blog não tem nenhum vínculo religioso. Não é minha intenção discuti religião, debater doutrinas, e ou qualquer outro segmento doutrinário, dogmático. Meu objetivo é apenas UM:

Escrever sobre Jesus. Não o Jesus que se pode ler no evangelho, mas, um Jesus, que você certamente não conhece, não sabe de sua existência. Não me aterei aos textos, ao contexto, às regras de hermeneutica ou de exegese. Tão somente escreverei.

Se você discordar das idéias aqui escrita, não poderei fazer nada além de aceitar um comentário seu. Ler um e-mail. E as vezes, rir de sua opinião. Entretanto, não serei rude, mal-educado, deselegante. Procurarei tratar-te da maneira mais fina, elegante, cortês e sincera.

Não espere de mim, nenhuma devoção. Nenhuma fé. Nenhuma fidelidade religiosa. Escreverei o que achar interesssante, e obvio, chamar sua atenção.

Por fim, o objetivo aqui, é que você venha aqui, comente. Deixe seu recado e eu possa vender-te minhas idéias, e ganhar alguns trocados com isto.

Assim, tem-se inicio as postagens.


e-mail: mailto:jesus.apocrifo@gmail.com